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AQUELE QUE COMPREENDER QUE NÃO PODERÁ SER UM PERITO HONESTO, SEJA HONESTO, NÃO SEJA PERITO.....
(Abraham Lincoln)

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Peritos recriam cena de crime.

A ideia do grupo foi trocar as manifestações comuns, com paradas de trânsito e mobilizações em assembleias fechadas, por um método capaz de mostrar à sociedade a importância da perícia criminal durante as investigações.

Intervenção de rua promovida por Peritos Criminais ganha página inteira no Correio da Bahia
Publicado em 31/05/2012
Intervenção de rua - esquete teatral - promovida pelo Sindicato dos Peritos Criminais da Bahia ganha página inteira no jornal Correio da Bahia

*Aquivo PDF em anexo (CorreioDaBahia31.05.2012.pdf) 

Os peritos criminais da foto acima não são policiais de verdade. O morto também não, bem como o fio de sangue em sua testa. Mas, na manhã desta quarta (30), muita gente que passou em frente ao Iguatemi achou que se tratava mesmo de uma cena de crime, isolada para trabalho de investigação. Na realidade, era só um esquete criado pelos peritos criminais do Departamento de Polícia Técnica (DPT) e encenado por atores baianos, alguns deles integrantes do elenco de Capitães da Areia, filme baseado na obra homônima de Jorge Amado.

Montar uma cena fictícia em plena manhã e em um dos pontos mais movimentados da cidade foi a forma encontrada pelos peritos criminais baianos para começar a campanha salarial da categoria. A ideia do grupo foi trocar as manifestações comuns, com paradas de trânsito e mobilizações em assembleias fechadas, por um método capaz de mostrar à sociedade a importância da perícia criminal durante as investigações.

A ação foi baseada na simulação de uma cena de homicídio. “Entendemos que, só neste ano, a sociedade foi penalizada com três greves de serviços essenciais (policiais militares, professores estaduais e rodoviários) e queremos amenizar essa penalização. A população não deve sofrer por conta das nossas reivindicações”, destacaou a presidente do Sindicato dos Peritos Criminalísticos da Bahia (Asbac-Sindicato), Eleusa Santana.

A encenação também teve efeito educativo, mostrando para as pessoas atitudes que acabam prejudicando a investigação criminológica. Um dos maiores problemas enfrentados por peritos são os curiosos, que ficam próximos às cenas de crime, criando tumulto e atrapalhando a investigação. “As pessoas circulam pela área, muitas vezes chegam perto das vítimas e acabam alterando o cenário do crime”, afirma Eleusa. Para ela, falta informação. “As pessoas não recebem instrução de como agir e de como nós precisamos trabalhar. Também por isso resolvemos fazer esse trabalho”.

Um PM isolando a área e garantindo a preservação da cena, uma delegada responsável pelas investigações, uma equipe da perícia criminal e, é claro, um morto. A simulação procurou retratar um pouco da realidade, mostrando a avaliação do corpo da vítima assassinada, coleta de objetos e digitais.
Os desavisados foram pegos de surpresa, como o sapateiro João Jorra, 27 anos, que acreditou estar em uma cena de crime, quando a delegada (interpretada por Keila Queiroz) perguntou se ele sabia de alguma coisa sobre o homicídio. “A gente fica meio assim, né? Fiquei com medo quando ela me perguntou se eu sabia de alguma coisa, porque eu não sei de nada”, disse, envergonhado.

Durante a preparação, os atores puderam sentir um pouco da dificuldade do trabalho pericial. “O tipo de trabalho é difícil, cansativo. Ouvir as instruções do perito, estar sempre atento para poder fotografar tudo”, conta o ator Elcian Gabriel (o Almiro de Capitães), que representou o fotógrafo. “Tivemos trabalho, porque são muitos detalhes. Não é coisa para qualquer um”, avaliou Jordan Matheus (no filme, o Boa Vida), que interpretou o morto.
“Agora consegui entender como funciona. Eles olham detalhe por detalhe, procurando os motivos, como tudo começou”, conta André Pereira, que já viu uma cena real de homicídio onde mora (São Cristóvão). Com meia hora de apresentação, membros do Asbac-Sindicato alcançaram a população e atraíram até interessados na profissão. Caso do estudante Salomão Brito, 18, que agora pretende trabalhar com a perícia criminal: “Vou ver o que preciso fazer. Gostei muito e quero seguir a profissão”.

A única exigência para a campanha salarial do Asbac-Sindicato é que o salário do perito seja equiparado a de um delegado. “Durante a investigação, o perito e o delegado possuem o mesmo nível hierárquico. Só queremos ser tratados e reconhecidos da mesma forma que eles”, explica Eleusa Santana.
De acordo com ela, desde 2007, os delegados baianos passaram a receber mais e ter uma progressão salarial maior que a dos peritos criminais. “Passamos 30 anos tendo os mesmos salários. Agora a diferença só aumenta. Queremos que as coisas voltem a ser como eram. E vale lembrar que nós somos referência em todo pais”, afirma a presidente do sindicato.

Á coordenadora do Laboratório de Genética Forense do DPT, Tânia Gesteira, lembra que o departamento baiano está entre os três melhores do Brasil. “Nós temos os melhores laboratórios do Norte-Nordeste. Recebemos demandas de Sergipe, Rio Grande do Norte e Pernambuco.

Além do Laboratório de Genética, temos outros sistemas que são referência no país, como o Laboratório de Fonética, nosso Sistema Afis, de identificação criminal, e o Sistema Abis, de comparação de armas, projéteis e estojos”, explica Tânia, recém- condecorada com a Medalha de Honra ao Mérito, dada pela Secretaria da Segurança Pública da Bahia, em reconhecimento pelos seus serviços prestados à sociedade.

Com informações de Fábio Araujo

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quinta-feira, 10 de maio de 2012

Representantes dos Peritos Criminais não concordaram em participar da Polícia Judiciária.

Vamos ficar atentos!!!!!
Lei Geral da Polícia Civil quer transformar Perito em Perito Policial.

Em reunião realizada no dia 19/04, a Cobrapol e demais entidades representativas dos policiais civis discutiram no Ministério da Justiça para discutir a Lei Geral da Polícia Civil. O documento aprovado deve ser sistematizado nos próximos dias pela Secretaria de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça, para depois ser encaminhada ao Congresso Nacional na forma de um substitutivo ao Projeto de Lei 1.949/03. O objetivo é que a matéria seja aprovada ainda no primeiro semestre deste ano.

Entre as diversas alterações promovidas no texto original do PL 1.949, está a garantia de aposentadoria especial para o policiais civil, com a adoção de critérios diferenciados em função da atividade realizada pelo policial.

Outra conquista que virá com o novo texto é a padronização da nomenclatura e dos cargos dentro da estrutura da Polícia, a qual passará a se chamar Polícia Judiciária . Serão quatro cargos: delegado, investigador, escrivão de polícia e perito policial. O ingresso na carreira passará exigir a nível nacional o terceiro grau completo, e reconhece a atividade policial como técnico-científica.

O substitutivo prevê ainda a criação de uma comissão de segurança para a polícia, nos moldes da CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes), aplicada hoje às empresas da iniciativa privada regidas pela Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT).

Todos os representantes das diversas classes da Polícia Civil concordaram com as nomeclaturas da equipe policial, com exceção dos representantes dos peritos criminais , que não concordaram em participar da Polícia Judiciária, o que acabou motivando a SENASP/MJ, representada na reunião, pela Secretária Nacional Regina Mick que fará uma consulta a todos os peritos em nível nacional, para só então decidir-se se aquela categoria irá fazer ou não parte da proposta conjunta dos representantes policiais. Outra mudança significativa, na proposta original diz respeito ao papel da instituição Polícia Judiciária, que passa a ser apenas de repressão ao crime e não mais de prevenção e repressão.

Além disso, a Secretaria de Segurança Nacional do MJ garantiu que vai oficializar a criação de uma Mesa de Negociação Permanente da categoria no âmbito do ministério, por meio da criação de Grupo de Trabalho (GT), que irá discutir e encaminhar as demandas dos policiais civis de todo o país.